Este dia dos pais foi pra passar frio e cozinhar. Fiquei responsável pelo almoço (claro que meus pais meteram bastante a colher – literalmente!). Deu bem certo, felizmente.
O menu foi pernil de cordeiro assado, regado ao molho pesto de hortelã e acompanhado de risoto de abobrinha, cenoura e queijo brie, com um titico de tomilho seco e outras frescurinhas verdes. Imagino que daria tranqüilamente pra cobrar R$40 num prato, se estivesse no cardápio com o nome de mouton à provençale... rsrsrs
Em linhas gerais, a preparação foi a seguinte:
I) cordeiro – o pernil foi temperado na noite anterior, à vinha d’alho, que é basicamente vinho tinto, sal, pimenta do reino e alho. No meu caso teve também sálvia e louro secos. Assado em forno a gás, baixo, por 3 horas, sendo virado de vez em quando e fatiado para servir.
II) pesto – pignolle, hortelã fresco, queijo parmesão, azeite, sal grosso e um pouco de alho batidos no liquidificador.
III) risoto – risoto básico. Os legumes foram passados no azeite separadamente e colocados no risoto, junto com o tomilho, na hora da manteiga (no final da preparação). Antes de servir alguns pedaços do brie foram misturados ao arroz para derreter um pouquinho, e outros foram colocados diretamente no prato (os derretidos ficaram mais gostosos).
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Tenho lido bastante. Ando resenhando diretamente no Shelfari, não sei se copio&colo aqui ou se simplesmente coloco o link... Estou com algumas leituras em curso, e durante as férias terminei dois livros: Utopias Piratas, de Peter L. Wilson, e O Lobo do Mar, de Jack London.
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Domingo, 3 de Agosto de 2008
Batman: Dark Knight
Intro: Estive enrolando pra escrever porque tentava amarrar um comentário do Batman: Dark Knight, que fui escrevendo aos pedacinhos desde que vi o filme pela primeira vez, dia 22/jul. No final muita coisa aconteceu desde então, aí resolvi quebrar o post de férias em dois pra facilitar. Fica um pro Cavaleiro das Trevas e um pra tudo o mais, postado em ordem reversa pro Batimã ficar em primeiro da lista.
Puxa vida, tive que me render. Sendo uma tremenda xiita, detestei o Batman Begins por uma série de razões que todos que me conhecem já estão cansados de ouvir (principalmente: a. Batman imbecil, b. bat-tanque?! Wtf? c. mau-uso do Ra’s & complete raep do treinamento do Batman). O que salvou daquele filme foi a bat-voz e aquela cena nas docas que ele leva uma porção de gente no escuro. Bom.
Mas este novo filme do Christopher Nolan está empatado com Batman Returns (Burton, 1992) na minha preferência de filmes já feitos com o Morcegão. Como diria o Narrador da Sessão da Tarde, o filme tem um ritmo alucinante! É uma mescla bem dosada de cenas de diálogo, em que as motivações das personagens são delineadas e exploradas, e cenas de ação fantásticas. Vou escrever o restante em cinza pra não estragar o filme de quem não assistiu ainda, aí é só selecionar pra ler (como se fosse copiar o texto).
Considerando o pouco que sei sobre lutas, dá pelo menos pra dizer que as cenas de pancadaria são fiéis aos quadrinhos, com o Batman neutralizando bandos de capangas com técnica, planejamento, bat-tecnologia e uso inteligente do local. A questão da visão sonar eu não sei se é factível, mas é brilhante!!!! Além de ser supimpa, ainda tem relação com o modo como os morcegos enxergam ♥♥♥. Outra coisa que gostei com relação aos bat-brinquedos foi o carro ter quebrado (e tb o modo “intimidar”, ehehe!). Primeiro porque tecnologia não é infalível, e segundo porque um combatente do crime prevenido vale por dois. Fora, claro, a moto bacanuda e aquela viradinha na parede...
E por falar em planejamento, aleluia, como sobra isso nesse filme! Só o Gordon e o Coringa já proporcionam reviravoltas na trama de dar nó nos rabinhos dos neurônios. É uma delícia ver porque o Gordon é tão prezado e respeitado pelo Batman, e vice-versa... também a origem do Duas-Caras, que se manteve quase integralmente fiel aos quadrinhos (ele tinha a própria esposa, não “dividia” com o Bruce como se só houvesse uma mulher charmosa em Gotham, e trabalhou por meses com o Batman, que depois deve de aprender a duras penas a não dar colher de chá e que o amigo morreu, sobrou só o vilão) ficou extraordinária por mostrar a implosão dos princípios do Harvey e principalmente porque o Aaron Eckhart fez juz ao excelente roteiro e deu vida a um promotor adorável!
Por sinal, uma das mais significativas e benéficas mudanças do BB pro DK é que o Bruce/Batman fala super pouco, quase nada, prefere agir. Além de ser um grande traço de personalidade, acho que isso contribui substancialmente pra ele não parecer tão estúpido desta vez. Ainda não é o Maior Detetive do Mundo, mas pelo menos acho que já ganha do Superman num jogo-da-velha, e está com uma capacidade de improvisação em combate bem legal. O lado emocional foi trabalhado de forma muito interessante, especialmente com o Lucius Fox, para quem foram deslocadas algumas das atribuições que nos quadrinhos caberiam ao Alfred, como operar computadores na orientação do Batman em combate, e dar umas bordoadas morais no Bruce de quando em quando. Aliás, uma das minhas poucas picuinhas com esse filme está centrada no Lucius: nos quadrinhos ele é meio marginal em relação ao Batman, é mais próximo do Bruce. NÃO é quem faz as roupas+carros etc., e achei ruim terem alterado isso porque deixou o Batman burro... poxa, qual ser humano procurando sigilo fabricaria o equipamento PELA PRÓPRIA COMPANHIA?! O Batman terceiriza, vai nos fabricantes vestindo o capuz com orelhinhas e paga à vista, justamente pra que as bat-coisas não levem à identidade secreta dele. A crítica fica menor porque isso foi uma mancada do outro filme que eles tiveram de arrastar nesse, mas mesmo assim, hmpf!
Pra fechar a sessão catando-pelo-em-ovo: a Rachel é ok, não ajuda nem estraga o filme... ainda não entendi porque fizeram um filme do Batman com o Ra’s al Ghul e desperdiçaram a chance de incluir a Talia, filha dele, que é uma das poucas personagens femininas que quando se envolvem com o Bruce Wayne acrescentam alguma coisa à trama.
Booooom, estava fazendo um suspensezinho antes de chegar no chamariz do filme: o Coringa interpretado pelo Heath Ledger e escrito pelo Nolan. Da primeira à última aparição o cabra é brilhante, homicida, caótico, assustador, fascinante. Logo de cara já mostra que está seguindo uma linha bastante diferente da parceria Nicholson/Burton e não fica devendo nadica ♥♥♥♥. Este filme discute o Coringa por meio de caráter, ações e discurso, mostra porque ele é O arquiinimigo do Batman. Começa com a cicatriz macabra, o tique da boca, a morbidez dos planos, a manipulação e obstinação em provar uma tese social (ele traz pra conversa termos como vanguarda, tem ações-espetáculo, mas talvez no fundo esteja só brincando, não necessariamente tem uma motivação maior... hoje quer corromper o Harvey, amanhã quer provar que bebês não são assim tão fofos, ou que são mais fofos sem as cabeças, etc. E é isso que desespera o Batman). Eu gosto muito do Coringa e já fiz um pouco de pesquisa sobre ele. Essa caracterização como “agente do caos” que se opõe diretamente à ordem estabelecida, às idéias de ética e moral (não é imoral, é amoral: pra ele, ser sádico não é uma transgressão, é um gosto. Ai q medo!) e à seriedade, legitimidade e validade desses valores, ficou espetacular.
Gostei especialmente de o filme, como os quadrinhos, não “oficializar” nenhuma versão da história do Coringa. Existem inúmeras, e ele se aproveita do fato de não ter um passado pra ser maravilhosamente inexplicável. Isso deixa o Bruce espumando de raiva, porque alguém que definiu seu objetivo de vida na infância e esculpiu sua personalidade e seu corpo pra embasar suas ações não sabe o que fazer diante de um ser de quem não dá pra dizer “ah, por isso que ficou desse jeito”. Isso faz parte da qualidade da rixa deles, e foi super bem-trabalhado no filme pelas diversas versões da origem da cicatriz. Ainda por cima, o Batman fica pra morrer quando o Coringa diz que suas ações não têm objetivo, que está simplesmente se divertindo, porque talvez esse seja o caso com o Batman... poxa, “missão”, “cruzada”? Se quisesse simplesmente fazer o bem ele faria ação social, é rico pacas. Ele gosta de se pendurar em prédios e moer maxilares e costelas com os punhos, e ainda ficar de consciência limpa porque eram pessoas más... ou talvez ele não se engane quanto a isso, conforme já explorado por alguns roteiristas. Adorei como ao final do filme ele voltou a ser pária, caçado e detestado. Há uma história da série regular em que ele é rude com uma advogada, ela reclama disso e ele responde “não estou aqui pra ser amado”. E é isso mesmo, no fim das contas.
Resumindo: fenomenal, principalmente pelo roteiro e trabalho do elenco, e as cenas de ação.
Ainda na bat-caverna: Meeeu, o que deu nesse Grant Morrisson?! Ele já fez muita coisa fantástica, aí veio com aquela babaquice de “Batman e Filho”, e agora isso. Que absurdo. Que ridículo. O que faz o Batman não é a capa, é a teimosia, ranzinzice, inaptidão emocional, treinamento rigoroso, uma montanha de culpa e inteligência fora de sério. Não é só dar o anel verde pra qualquer pamonha. O Bruce já disse com todas as letras que não quer ver o Dick Grayson como Batman porque quer uma vida melhor que isso pro filho, na minha opinião o melhor candidato seria o Tim, mas... a coisa toda perde o sentido e a graça. Espero que seja mais um boato infundado ou edição sensacionalista, em que se descobre no final da história que era tudo um sonho do Pingüim ou coisa parecida. Augh.
Pra fechar a sessão fofoca, rumoooores: próximo filme do Batman poderia ter Angelina Jolie como Mulher-Gato (poxa, seria legal à beça), e/ou Philip Seymour Hoffman como Pingüim (outra boa aposta!) e Johnny Depp como Charada ♥♥♥♥♥. Waaaaaaaah! Se for sério espero que ele aceite, acho que de ver o Depp num filme do Batman eu surto de união de coisas boas.
Puxa vida, tive que me render. Sendo uma tremenda xiita, detestei o Batman Begins por uma série de razões que todos que me conhecem já estão cansados de ouvir (principalmente: a. Batman imbecil, b. bat-tanque?! Wtf? c. mau-uso do Ra’s & complete raep do treinamento do Batman). O que salvou daquele filme foi a bat-voz e aquela cena nas docas que ele leva uma porção de gente no escuro. Bom.
Mas este novo filme do Christopher Nolan está empatado com Batman Returns (Burton, 1992) na minha preferência de filmes já feitos com o Morcegão. Como diria o Narrador da Sessão da Tarde, o filme tem um ritmo alucinante! É uma mescla bem dosada de cenas de diálogo, em que as motivações das personagens são delineadas e exploradas, e cenas de ação fantásticas. Vou escrever o restante em cinza pra não estragar o filme de quem não assistiu ainda, aí é só selecionar pra ler (como se fosse copiar o texto).
Considerando o pouco que sei sobre lutas, dá pelo menos pra dizer que as cenas de pancadaria são fiéis aos quadrinhos, com o Batman neutralizando bandos de capangas com técnica, planejamento, bat-tecnologia e uso inteligente do local. A questão da visão sonar eu não sei se é factível, mas é brilhante!!!! Além de ser supimpa, ainda tem relação com o modo como os morcegos enxergam ♥♥♥. Outra coisa que gostei com relação aos bat-brinquedos foi o carro ter quebrado (e tb o modo “intimidar”, ehehe!). Primeiro porque tecnologia não é infalível, e segundo porque um combatente do crime prevenido vale por dois. Fora, claro, a moto bacanuda e aquela viradinha na parede...
E por falar em planejamento, aleluia, como sobra isso nesse filme! Só o Gordon e o Coringa já proporcionam reviravoltas na trama de dar nó nos rabinhos dos neurônios. É uma delícia ver porque o Gordon é tão prezado e respeitado pelo Batman, e vice-versa... também a origem do Duas-Caras, que se manteve quase integralmente fiel aos quadrinhos (ele tinha a própria esposa, não “dividia” com o Bruce como se só houvesse uma mulher charmosa em Gotham, e trabalhou por meses com o Batman, que depois deve de aprender a duras penas a não dar colher de chá e que o amigo morreu, sobrou só o vilão) ficou extraordinária por mostrar a implosão dos princípios do Harvey e principalmente porque o Aaron Eckhart fez juz ao excelente roteiro e deu vida a um promotor adorável!
Por sinal, uma das mais significativas e benéficas mudanças do BB pro DK é que o Bruce/Batman fala super pouco, quase nada, prefere agir. Além de ser um grande traço de personalidade, acho que isso contribui substancialmente pra ele não parecer tão estúpido desta vez. Ainda não é o Maior Detetive do Mundo, mas pelo menos acho que já ganha do Superman num jogo-da-velha, e está com uma capacidade de improvisação em combate bem legal. O lado emocional foi trabalhado de forma muito interessante, especialmente com o Lucius Fox, para quem foram deslocadas algumas das atribuições que nos quadrinhos caberiam ao Alfred, como operar computadores na orientação do Batman em combate, e dar umas bordoadas morais no Bruce de quando em quando. Aliás, uma das minhas poucas picuinhas com esse filme está centrada no Lucius: nos quadrinhos ele é meio marginal em relação ao Batman, é mais próximo do Bruce. NÃO é quem faz as roupas+carros etc., e achei ruim terem alterado isso porque deixou o Batman burro... poxa, qual ser humano procurando sigilo fabricaria o equipamento PELA PRÓPRIA COMPANHIA?! O Batman terceiriza, vai nos fabricantes vestindo o capuz com orelhinhas e paga à vista, justamente pra que as bat-coisas não levem à identidade secreta dele. A crítica fica menor porque isso foi uma mancada do outro filme que eles tiveram de arrastar nesse, mas mesmo assim, hmpf!
Pra fechar a sessão catando-pelo-em-ovo: a Rachel é ok, não ajuda nem estraga o filme... ainda não entendi porque fizeram um filme do Batman com o Ra’s al Ghul e desperdiçaram a chance de incluir a Talia, filha dele, que é uma das poucas personagens femininas que quando se envolvem com o Bruce Wayne acrescentam alguma coisa à trama.
Booooom, estava fazendo um suspensezinho antes de chegar no chamariz do filme: o Coringa interpretado pelo Heath Ledger e escrito pelo Nolan. Da primeira à última aparição o cabra é brilhante, homicida, caótico, assustador, fascinante. Logo de cara já mostra que está seguindo uma linha bastante diferente da parceria Nicholson/Burton e não fica devendo nadica ♥♥♥♥. Este filme discute o Coringa por meio de caráter, ações e discurso, mostra porque ele é O arquiinimigo do Batman. Começa com a cicatriz macabra, o tique da boca, a morbidez dos planos, a manipulação e obstinação em provar uma tese social (ele traz pra conversa termos como vanguarda, tem ações-espetáculo, mas talvez no fundo esteja só brincando, não necessariamente tem uma motivação maior... hoje quer corromper o Harvey, amanhã quer provar que bebês não são assim tão fofos, ou que são mais fofos sem as cabeças, etc. E é isso que desespera o Batman). Eu gosto muito do Coringa e já fiz um pouco de pesquisa sobre ele. Essa caracterização como “agente do caos” que se opõe diretamente à ordem estabelecida, às idéias de ética e moral (não é imoral, é amoral: pra ele, ser sádico não é uma transgressão, é um gosto. Ai q medo!) e à seriedade, legitimidade e validade desses valores, ficou espetacular.
Gostei especialmente de o filme, como os quadrinhos, não “oficializar” nenhuma versão da história do Coringa. Existem inúmeras, e ele se aproveita do fato de não ter um passado pra ser maravilhosamente inexplicável. Isso deixa o Bruce espumando de raiva, porque alguém que definiu seu objetivo de vida na infância e esculpiu sua personalidade e seu corpo pra embasar suas ações não sabe o que fazer diante de um ser de quem não dá pra dizer “ah, por isso que ficou desse jeito”. Isso faz parte da qualidade da rixa deles, e foi super bem-trabalhado no filme pelas diversas versões da origem da cicatriz. Ainda por cima, o Batman fica pra morrer quando o Coringa diz que suas ações não têm objetivo, que está simplesmente se divertindo, porque talvez esse seja o caso com o Batman... poxa, “missão”, “cruzada”? Se quisesse simplesmente fazer o bem ele faria ação social, é rico pacas. Ele gosta de se pendurar em prédios e moer maxilares e costelas com os punhos, e ainda ficar de consciência limpa porque eram pessoas más... ou talvez ele não se engane quanto a isso, conforme já explorado por alguns roteiristas. Adorei como ao final do filme ele voltou a ser pária, caçado e detestado. Há uma história da série regular em que ele é rude com uma advogada, ela reclama disso e ele responde “não estou aqui pra ser amado”. E é isso mesmo, no fim das contas.
Resumindo: fenomenal, principalmente pelo roteiro e trabalho do elenco, e as cenas de ação.
Ainda na bat-caverna: Meeeu, o que deu nesse Grant Morrisson?! Ele já fez muita coisa fantástica, aí veio com aquela babaquice de “Batman e Filho”, e agora isso. Que absurdo. Que ridículo. O que faz o Batman não é a capa, é a teimosia, ranzinzice, inaptidão emocional, treinamento rigoroso, uma montanha de culpa e inteligência fora de sério. Não é só dar o anel verde pra qualquer pamonha. O Bruce já disse com todas as letras que não quer ver o Dick Grayson como Batman porque quer uma vida melhor que isso pro filho, na minha opinião o melhor candidato seria o Tim, mas... a coisa toda perde o sentido e a graça. Espero que seja mais um boato infundado ou edição sensacionalista, em que se descobre no final da história que era tudo um sonho do Pingüim ou coisa parecida. Augh.
Pra fechar a sessão fofoca, rumoooores: próximo filme do Batman poderia ter Angelina Jolie como Mulher-Gato (poxa, seria legal à beça), e/ou Philip Seymour Hoffman como Pingüim (outra boa aposta!) e Johnny Depp como Charada ♥♥♥♥♥. Waaaaaaaah! Se for sério espero que ele aceite, acho que de ver o Depp num filme do Batman eu surto de união de coisas boas.
Sábado, 2 de Agosto de 2008
Que mais? Quadrinhos!
2) Que mais?
Teatro: Cypriano e Chan-ta-lan. Nunca tinha ido ao Oficina, foi no mínimo uma experiência marcante. Além de ser um musical psicodélico (ééééé!! Heh), tinha toda uma montagem/abordagem (não sei termos técnicos... o jeito de tudo acontecer) muito diferente, muito maluca. O figurino, o texto, o uso de projeções, as coreografias, tudo foi muuuuito além do que minha cabecinha podia imaginar de antemão. Era muita cor e brilho, materiais os mais diversos e uma relação nova com o palco por conta da disposição: pra quem nunca foi, o Oficina é um corredorzão com arquibancadas intermitentes, numa estrutura que lembra andaimes. O elenco se apresenta por toda a parte, no chão, pendurado em suportes, correm pela arquibancada durante a peça para assumir a próxima posição. A umas tantas, alguém bateu num gongo bem ao nosso lado (!!). Minha única reclamação é a duração, 2h30min é muito tempo, os quadros poderiam ter sido um pouco mais curtos. Mas entre pastores, sol, flores, índios, fidalgos, lua e estrelas, tem de tudo um pouco e é divertidíssimo.
Exposição: Star Wars Brasil. Tinham me falado muito bem e muito mal, então fui com expectativa mediana... Me diverti à beça, especialmente com as maquetes das naves, o R2-D2 e o C-3PO ♥♥. A exposição era pequena, o preço era alto, mas tinha muita coisa bacana. Além de roupas, maquetes e modelos, havia muitos character concepts e storyboards. Pena só que não sou boa fotógrafa, não dá pra ter boa idéia... mas ainda assim, dá pra rir.
Sábado passado fiz uma descoberta: a Livraria Francesa. Fica no centro, na Barão de Itapetininga, e parece coisa do Harry Potter: é uma portinha, segue-se por um corredor, e como se fosse uma gruta há a livraria no meio do prédio. Não tem janelas, é toda de madeira e carpete e apinhada de livros, organizadíssima! Arte, livros de bolso, filosofia, história, de tuuuuudo lá se encontra. Fui comprar material para aprendizado de língua, e por acaso esbarrei num livreco sobre piratas. Quando disse ao vendedor que gostava do tema, ele saiu pela livraria e me voltou com uma pilha de dar água na boca. Infelizmente, caros... O que consegui levar de lambuja foi uma edição do Tintin au pays des soviets em tamanho reduzido, o que felizmente barateou. Eu não lembrava que nos quadrinhos o Milou falava. É em língua de cachorro e ninguém o entende, mas os comentários dele são ótimos. E realmente eram outros tempos.. quando se livra de ciladas, o Tintin dá uma baita surra em seus captores. É outra dinâmica, tudo é diferente... heh, tem uma parte ótima em que ele está dormindo e três homens tentam arrombar seu quarto de hotel. Um deles toma impulso, o Tintin abre a porta e o cara passa reto e dá de cara na parede. Quando os outros dois conseguem derrubar a porta, o Tintin está coberto com um lençol e se faz de fantasma, os homens fogem correndo. ^______^
E continuando com quadrinhos, estou lendo também o primeiro tomo do formidável Isaac le pirate, do francês Christophe Blain. É uma série sobre um pintor que é contratado por um capitão pirata para fazer o registro visual das aventuras e descobertas. Ele deixa em terra uma noiva bonita e uma desavença com o pai, e vai pelos mares com um bando de “biltres, filibusteiros e sacripantas”, como diria o Capitão Haddock. O traço é fantástico, super expressivo, meio cartunesco. Minha edição é em preto-e-branco, mas parece que tem colorida também.
Pra fechar: Alan Moore talks. São vídeos de entrevistas com o Moore sobre alguns de seus trabalhos, escolhi dois: V for Vendetta e Watchmen, em que ele lê um trecho do diário de Rorschach (!!!!). Por sinal, esse trabalho do Moore com o Dave Gibbons está sendo adaptado pro cinema pelo Zack Snyder, que também transpôs Sin City e 300. Pelo trailer, parece bom! =)
Picuinha: porque agora só tem trailers “estilo Frank Miller”??? Estou falando daqueles com a MESMA voz fazendo a narração, e tão similares na edição que acho que dá pra usar o áudio de um noutro e faz sentido. Cruzes. =p
Teatro: Cypriano e Chan-ta-lan. Nunca tinha ido ao Oficina, foi no mínimo uma experiência marcante. Além de ser um musical psicodélico (ééééé!! Heh), tinha toda uma montagem/abordagem (não sei termos técnicos... o jeito de tudo acontecer) muito diferente, muito maluca. O figurino, o texto, o uso de projeções, as coreografias, tudo foi muuuuito além do que minha cabecinha podia imaginar de antemão. Era muita cor e brilho, materiais os mais diversos e uma relação nova com o palco por conta da disposição: pra quem nunca foi, o Oficina é um corredorzão com arquibancadas intermitentes, numa estrutura que lembra andaimes. O elenco se apresenta por toda a parte, no chão, pendurado em suportes, correm pela arquibancada durante a peça para assumir a próxima posição. A umas tantas, alguém bateu num gongo bem ao nosso lado (!!). Minha única reclamação é a duração, 2h30min é muito tempo, os quadros poderiam ter sido um pouco mais curtos. Mas entre pastores, sol, flores, índios, fidalgos, lua e estrelas, tem de tudo um pouco e é divertidíssimo.
Exposição: Star Wars Brasil. Tinham me falado muito bem e muito mal, então fui com expectativa mediana... Me diverti à beça, especialmente com as maquetes das naves, o R2-D2 e o C-3PO ♥♥. A exposição era pequena, o preço era alto, mas tinha muita coisa bacana. Além de roupas, maquetes e modelos, havia muitos character concepts e storyboards. Pena só que não sou boa fotógrafa, não dá pra ter boa idéia... mas ainda assim, dá pra rir.
Sábado passado fiz uma descoberta: a Livraria Francesa. Fica no centro, na Barão de Itapetininga, e parece coisa do Harry Potter: é uma portinha, segue-se por um corredor, e como se fosse uma gruta há a livraria no meio do prédio. Não tem janelas, é toda de madeira e carpete e apinhada de livros, organizadíssima! Arte, livros de bolso, filosofia, história, de tuuuuudo lá se encontra. Fui comprar material para aprendizado de língua, e por acaso esbarrei num livreco sobre piratas. Quando disse ao vendedor que gostava do tema, ele saiu pela livraria e me voltou com uma pilha de dar água na boca. Infelizmente, caros... O que consegui levar de lambuja foi uma edição do Tintin au pays des soviets em tamanho reduzido, o que felizmente barateou. Eu não lembrava que nos quadrinhos o Milou falava. É em língua de cachorro e ninguém o entende, mas os comentários dele são ótimos. E realmente eram outros tempos.. quando se livra de ciladas, o Tintin dá uma baita surra em seus captores. É outra dinâmica, tudo é diferente... heh, tem uma parte ótima em que ele está dormindo e três homens tentam arrombar seu quarto de hotel. Um deles toma impulso, o Tintin abre a porta e o cara passa reto e dá de cara na parede. Quando os outros dois conseguem derrubar a porta, o Tintin está coberto com um lençol e se faz de fantasma, os homens fogem correndo. ^______^
E continuando com quadrinhos, estou lendo também o primeiro tomo do formidável Isaac le pirate, do francês Christophe Blain. É uma série sobre um pintor que é contratado por um capitão pirata para fazer o registro visual das aventuras e descobertas. Ele deixa em terra uma noiva bonita e uma desavença com o pai, e vai pelos mares com um bando de “biltres, filibusteiros e sacripantas”, como diria o Capitão Haddock. O traço é fantástico, super expressivo, meio cartunesco. Minha edição é em preto-e-branco, mas parece que tem colorida também.
Pra fechar: Alan Moore talks. São vídeos de entrevistas com o Moore sobre alguns de seus trabalhos, escolhi dois: V for Vendetta e Watchmen, em que ele lê um trecho do diário de Rorschach (!!!!). Por sinal, esse trabalho do Moore com o Dave Gibbons está sendo adaptado pro cinema pelo Zack Snyder, que também transpôs Sin City e 300. Pelo trailer, parece bom! =)
Picuinha: porque agora só tem trailers “estilo Frank Miller”??? Estou falando daqueles com a MESMA voz fazendo a narração, e tão similares na edição que acho que dá pra usar o áudio de um noutro e faz sentido. Cruzes. =p
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Sábado, 19 de Julho de 2008
Dr. Horrible's Sing-Along Blog
Eu nunca cheguei a assistir muito Buffy... menos ainda Angel... e nunca vi nenhum capítulo de Firefly. Mas tenho uma amiga q é bem fã do Joss Whedon, e ela me indicou essa pérola: Dr. Horrible's sing-along blog.
É o flog musical de um candidato a supervilão, é apaixonado pela garota da lavanderia, manda currículo pra Evil League of Evil e se esconde atrás de um arbusto!!! XD Além disso, seu arqui-inimigo é um herói que volta à cena pra explicar as piadas que conta... aqui tem uma entrevista com o criador: Whedon on his musical oddity, Doctor Horrible. Dá pra ver os três atos do piloto no site, recomendo muito, é bem divertido :)
25/jul EDIT: ..não sabia q ia virar pago bem no dia 20. Aw. Agora só comprando pelo iTunes ou qdo sair o dvd... bem, pra quem ficou curioso, acabei de descobrir que tem tb uma história que precede o episódio, em forma de quadrinhos! É Captain Hammer Be Like Me! Nemesis of Dr. Horrible, escrita pelo próprio Whedon e desenhada por Eric Canete.
30/jul EDIT: e... liberaram de novo, iuhuu. Já atualizei o link lá em cima. Divirtam-se! =)
(sim sim, tenho novidades.. mas é que aqueles posts compridésimos são difíceis de articular, então quero ver se agora escrevo coisinhas, e mais vezes)
É o flog musical de um candidato a supervilão, é apaixonado pela garota da lavanderia, manda currículo pra Evil League of Evil e se esconde atrás de um arbusto!!! XD Além disso, seu arqui-inimigo é um herói que volta à cena pra explicar as piadas que conta... aqui tem uma entrevista com o criador: Whedon on his musical oddity, Doctor Horrible. Dá pra ver os três atos do piloto no site, recomendo muito, é bem divertido :)
25/jul EDIT: ..não sabia q ia virar pago bem no dia 20. Aw. Agora só comprando pelo iTunes ou qdo sair o dvd... bem, pra quem ficou curioso, acabei de descobrir que tem tb uma história que precede o episódio, em forma de quadrinhos! É Captain Hammer Be Like Me! Nemesis of Dr. Horrible, escrita pelo próprio Whedon e desenhada por Eric Canete.
30/jul EDIT: e... liberaram de novo, iuhuu. Já atualizei o link lá em cima. Divirtam-se! =)
(sim sim, tenho novidades.. mas é que aqueles posts compridésimos são difíceis de articular, então quero ver se agora escrevo coisinhas, e mais vezes)
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
Olha a chuva! Já passou...
lzFaz um baita tempo que não atualizo aqui, e nem vou botar a culpa na correria – porque uns 4 anos atrás eu pintei pra mim mesma uma mandala cuja mensagem era “as circunstâncias não são desculpa para que eu falhe”. Foi numa época em que eu me escondia atrás de desculpas pra tudo... acho que hoje em dia estou um pouco melhor, aprendendo a assumir a responsabilidade pelo que faço ou deixo de fazer, o que também me faz escolher muito melhor o que me proponho a fazer.
E agora, ao post em duas partes!
1. Euzinha
Estou à beira de uma nova etapa em minha vida. Como é de praxe nestes casos, estou empolgada, com a cuca fervilhando de planos e um pouquinho assustada. Como acredito em entrar de cabeça nas coisas, esse receiozinho vai ter de ser atropelado por toda a esperança que deposito em minha escolha. Claro que levo no coração tudo o que vivi e aprendi nesta etapa que vai chegando ao fim... e espero que muito disso “escorra” para o novo caminho, especialmente os afetos.
No mais, estou muito satisfeita com as disciplinas optativas que cursei este semestre, uma sobre oratória grega (clássica) e outra sobre estudos comparativos de literatura brasileira e africana. Ter contato com essas produções, e com os ótimos professores, que contextualizam, esmiúçam e discutem cada parágrafo, que amam os textos e conseguem passar todos os motivos desta paixão, tem sido uma experiência maravilhosa e que me amplia deveras os horizontes. Pra se ter uma idéia, me fizeram pensar duas vezes ao ler Aristóteles (e quem conversou comigo mais de 10 minutos sabe que eu idolatro o homem).
Pra fechar a seção egocentrismo, eu ♥ estar aprendendo crochet. Além de sossegar antes de dormir e do meu gato brincar com a lã do novelo (que fofo né!), ainda estou começando a vencer minhas intolerâncias com relação a combinações de cores.
2. Fora de mim
Quanto a filmes, livros e afins, bem.
Nunca fui muito fã de videogames, mas tive que me render ao quociente de supimpa disto aqui, que me mostraram esta semana:
Se chama Echochrome, da Sony. O mundo pode ser bem fantástico, não? =)
Assisti a um filme impactante semana passada. É o Na natureza selvagem (Into the Wild), dirigido pelo Sean Penn. Conta a história de um garoto que, logo depois de se formar na faculdade, decide sair de casa com uma mochila nas costas, nenhum dinheiro no bolso e tentar viver de uma forma que considere mais real. A umas tantas, ele desenvolve como objetivo morar algum tempo no Alasca, vivendo de caça e pesca, sozinho. O filme mostra a jornada dele até lá, como ele vivia antes de tudo começar, e também como foi o período em que ele ficou no Alasca. É um filme muito poderoso, em termos de imagem, de trilha sonora, dos diálogos e situações... muito, muito, muito interessante e marcante.
Esse filme me levou a tomar vergonha na cara, pois já fazia algum tempo que eu estava enrolando e não lia nada de novo... meu livro do Eco empacou (porque o protagonista é muito emo, me cansa!), o do Joyce também não me motiva. Eu tinha começado a reler Orgulho e Preconceito, que adoro e é super especial pra mim também por conta de todas as discussões que gerou com a Emi. O livro tem um trabalho com a linguagem fantástico, além de ser uma ótima comédia de costumes.
Aliás, parêntesis: estamos lendo a Aululária para o curso de latim, que é a comédia de Plauto que mais tarde foi retrabalhada pelo Molière para gerar O Avarento. É
divertidíssima! Nunca vi se lamentar como aqueles romanos: heu me misera! (ai, coitada de
mim!)
Mas, continuando. Por mais que Orgulho e Preconceito seja ótimo, é uma leitura mais leve, pelo menos para mim neste momento. Depois do Into the Wild e de várias conversas com meu irmão, que está lendo Caninos Brancos, resolvi voltar ao Jack London. Me explico: Into the Wild é também o nome de um livro do Jack London, sobre um cachorro doméstico que tem vida de rei numa chácara no sul do Canadá, é “roubado” por um empregado da casa e vendido como cão de trenó para os trabalhadores do norte do país. O cachorro então entra numa jornada de endurecimento físico e psíquico para sobreviver. Caninos Brancos narra um percurso mais ou menos o oposto, ou seja, começa com a história de um filhote de lobo que é domesticado por uma tribo de índios, depois passa às mãos dos homens brancos. O que acontece nisso tudo é que o Jack London tem uma visão muito aguda e muito dura de como as coisas se organizam no mundo, das relações entre as pessoas e das pessoas com tudo o que os rodeia, do que é “estar vivo”, melhorar, desenvolver-se... esses dois livros me marcaram muito. Os li pela primeira vez quando tinha perto de 12 anos, e desde então já perdi a conta das releituras. O estilo do London se adequa perfeitamente ao que ele tem a dizer: é enérgico, pulsante, ágil, vivo.
Por tudo isso, entrei na livraria na sexta-feira passada e saí de lá com uma edição de bolso (minha nova febre) de O Lobo do Mar (The Sea Wolf). Ainda não cheguei ao terceiro capítulo, mas já estou sentindo aquele formigamento bom no peito quando vejo o livro quietinho lá na prateleira (!!!).
Alguns links que muito me interessaram nestes últimos tempos:
http://193.146.129.47/digi_quijote/index.html – página da Biblioteca Nacional de Espana que permite navegar por edições antiguíssimas do Quijote, inclusive uma das primeiras ♥♥♥
http://twistori.com/#i_feel – o que você ganha quando combina wefeelfine e/ou lovelines com Twitter. É um “roll” que mostra postagens do twitter com as palavras “i feel”, “i wish”, “i love”, “i think”, “i hate” e “i believe”. O visual é bem simpático. ...e sim, eu fiz uma conta no twitter, mas até agora não entrei no espírito da coisa.
Christina Ricci Cat Disapproves of Pink Thing - macro de gato. Sério!
http://www.pdf-mags.com/ – revistas online em pdf
http://joshuahoffine.com/portfolio.html – fotografias que retratam medos de criança
(os dois últimos fisguei no del.icio.us do Fê Weno)
Por último, um pouquinho de onomatopéia: waaaaaaaaaaaaaaaaaah o que foi esse final da 4ª temporada do House M.D.??? Estou chocada... e um pouquinho triste... mas bastante ansiosa. Quero só ver como eles vão trabalhar “ao redor” de tudo o que aconteceu com as personagens. Só não comento em hiperdetalhes com muitos pontos de exclamação porque seria spoiler, e acho que se alguém tivesse me estragado esse final, eu teria ficado bem brava. Agora, se vc, como eu, ficou meio :-I com o final... bem, sempre dá pra se animar com:
e
E agora, ao post em duas partes!
1. Euzinha
Estou à beira de uma nova etapa em minha vida. Como é de praxe nestes casos, estou empolgada, com a cuca fervilhando de planos e um pouquinho assustada. Como acredito em entrar de cabeça nas coisas, esse receiozinho vai ter de ser atropelado por toda a esperança que deposito em minha escolha. Claro que levo no coração tudo o que vivi e aprendi nesta etapa que vai chegando ao fim... e espero que muito disso “escorra” para o novo caminho, especialmente os afetos.
No mais, estou muito satisfeita com as disciplinas optativas que cursei este semestre, uma sobre oratória grega (clássica) e outra sobre estudos comparativos de literatura brasileira e africana. Ter contato com essas produções, e com os ótimos professores, que contextualizam, esmiúçam e discutem cada parágrafo, que amam os textos e conseguem passar todos os motivos desta paixão, tem sido uma experiência maravilhosa e que me amplia deveras os horizontes. Pra se ter uma idéia, me fizeram pensar duas vezes ao ler Aristóteles (e quem conversou comigo mais de 10 minutos sabe que eu idolatro o homem).
Pra fechar a seção egocentrismo, eu ♥ estar aprendendo crochet. Além de sossegar antes de dormir e do meu gato brincar com a lã do novelo (que fofo né!), ainda estou começando a vencer minhas intolerâncias com relação a combinações de cores.
2. Fora de mim
Quanto a filmes, livros e afins, bem.
Nunca fui muito fã de videogames, mas tive que me render ao quociente de supimpa disto aqui, que me mostraram esta semana:
Se chama Echochrome, da Sony. O mundo pode ser bem fantástico, não? =)
Assisti a um filme impactante semana passada. É o Na natureza selvagem (Into the Wild), dirigido pelo Sean Penn. Conta a história de um garoto que, logo depois de se formar na faculdade, decide sair de casa com uma mochila nas costas, nenhum dinheiro no bolso e tentar viver de uma forma que considere mais real. A umas tantas, ele desenvolve como objetivo morar algum tempo no Alasca, vivendo de caça e pesca, sozinho. O filme mostra a jornada dele até lá, como ele vivia antes de tudo começar, e também como foi o período em que ele ficou no Alasca. É um filme muito poderoso, em termos de imagem, de trilha sonora, dos diálogos e situações... muito, muito, muito interessante e marcante.
Esse filme me levou a tomar vergonha na cara, pois já fazia algum tempo que eu estava enrolando e não lia nada de novo... meu livro do Eco empacou (porque o protagonista é muito emo, me cansa!), o do Joyce também não me motiva. Eu tinha começado a reler Orgulho e Preconceito, que adoro e é super especial pra mim também por conta de todas as discussões que gerou com a Emi. O livro tem um trabalho com a linguagem fantástico, além de ser uma ótima comédia de costumes.
Aliás, parêntesis: estamos lendo a Aululária para o curso de latim, que é a comédia de Plauto que mais tarde foi retrabalhada pelo Molière para gerar O Avarento. É
divertidíssima! Nunca vi se lamentar como aqueles romanos: heu me misera! (ai, coitada de
mim!)
Mas, continuando. Por mais que Orgulho e Preconceito seja ótimo, é uma leitura mais leve, pelo menos para mim neste momento. Depois do Into the Wild e de várias conversas com meu irmão, que está lendo Caninos Brancos, resolvi voltar ao Jack London. Me explico: Into the Wild é também o nome de um livro do Jack London, sobre um cachorro doméstico que tem vida de rei numa chácara no sul do Canadá, é “roubado” por um empregado da casa e vendido como cão de trenó para os trabalhadores do norte do país. O cachorro então entra numa jornada de endurecimento físico e psíquico para sobreviver. Caninos Brancos narra um percurso mais ou menos o oposto, ou seja, começa com a história de um filhote de lobo que é domesticado por uma tribo de índios, depois passa às mãos dos homens brancos. O que acontece nisso tudo é que o Jack London tem uma visão muito aguda e muito dura de como as coisas se organizam no mundo, das relações entre as pessoas e das pessoas com tudo o que os rodeia, do que é “estar vivo”, melhorar, desenvolver-se... esses dois livros me marcaram muito. Os li pela primeira vez quando tinha perto de 12 anos, e desde então já perdi a conta das releituras. O estilo do London se adequa perfeitamente ao que ele tem a dizer: é enérgico, pulsante, ágil, vivo.
Por tudo isso, entrei na livraria na sexta-feira passada e saí de lá com uma edição de bolso (minha nova febre) de O Lobo do Mar (The Sea Wolf). Ainda não cheguei ao terceiro capítulo, mas já estou sentindo aquele formigamento bom no peito quando vejo o livro quietinho lá na prateleira (!!!).
Alguns links que muito me interessaram nestes últimos tempos:
http://193.146.129.47/digi_quijote/index.html – página da Biblioteca Nacional de Espana que permite navegar por edições antiguíssimas do Quijote, inclusive uma das primeiras ♥♥♥
http://twistori.com/#i_feel – o que você ganha quando combina wefeelfine e/ou lovelines com Twitter. É um “roll” que mostra postagens do twitter com as palavras “i feel”, “i wish”, “i love”, “i think”, “i hate” e “i believe”. O visual é bem simpático. ...e sim, eu fiz uma conta no twitter, mas até agora não entrei no espírito da coisa.
Christina Ricci Cat Disapproves of Pink Thing - macro de gato. Sério!
http://www.pdf-mags.com/ – revistas online em pdf
http://joshuahoffine.com/portfolio.html – fotografias que retratam medos de criança
(os dois últimos fisguei no del.icio.us do Fê Weno)
Por último, um pouquinho de onomatopéia: waaaaaaaaaaaaaaaaaah o que foi esse final da 4ª temporada do House M.D.??? Estou chocada... e um pouquinho triste... mas bastante ansiosa. Quero só ver como eles vão trabalhar “ao redor” de tudo o que aconteceu com as personagens. Só não comento em hiperdetalhes com muitos pontos de exclamação porque seria spoiler, e acho que se alguém tivesse me estragado esse final, eu teria ficado bem brava. Agora, se vc, como eu, ficou meio :-I com o final... bem, sempre dá pra se animar com:
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Sexta-feira, 21 de Março de 2008
vixe, já é março!
Hoje é o primeiro dia do outono!! Teremos alguns meses de céu limpo e dias ensolarados de temperatura agradável, boa luminosidade e brisa fresca. Gosto muito do outono, por sorte ele acaba justinho depois do meu aniversário. =)

Andei pensando bastante em colocar um del.icio.us linkroll aqui no adoroamarelo, mas daí acho q postaria bem (ainda!) menos... e perderia os SQUEEEES q acompanham os links bacanas =)
Como, por exemplo, essa escada fabulosa, Créditos de abertura de Star Wars IV: Uma Nova Esperança pseudo-feitos por Saul Bass, e Garfield Minus Garfield: "Who would have guessed that when you remove Garfield from the Garfield comic strips, the result is an even better comic about schizophrenia, bipolar disorder, and the empty desperation of modern life?".
Além disso, alguns novos itens pra listinha do quero-muito-isso, com estrelinhas de classificação:
*** torradeira pirata - ay, você leu certo!
**** All Stars com bordados gregos (...que foi? Eu faço letras!)
***** Produtos baseados em Star Wars que não foram para a frente, infelizmente. ...eu bem que queria umas pantufas de bantha. Mas quem sabe não consigo trocar uma pilha de dinheiro por alguma coisa inútil e preciosa na exposição?
Onde encontrei quase toda essa maluquice? No maravilhoso not.cot. Pra quem gosta de cozinhar, ele tem um irmão culinário, o tastespotting, com o qual andei fazendo planos.
Que mais, que mais... bom, tenho aproveitado bastante essa fofice:
E também o trabalho solo da Kimya Dawson, que ajuda a compor a moderneza hip de Juno. Gostei bastante do filme! Aliás, esta temporada está excelente, e olha que ainda não consegui assistir My Blueberry Nights e nem I'm Not There. Massss, Sweeney Todd foi diferente do que eu esperava - quer dizer, teve o visual característico do Tim Burton, mas a parte musical, talvez pela ausência do Danny Elfman e por o filme ser baseado num musical que já existia, tomou um caminho muito diferente do que ele já fez. É mais dramático, mais enfático, menos cabaret e mais gore, ou seja, ♥♥♥ E só não considerei errado o Depp não ganhar a tal da estatueta dourada porque foi merecidíssima pelo Daniel Day-Lewis, não só pelo conjunto da carreira mas pelo trabalho absolutamente excepcional que ele fez em There Will Be Blood. O homem é o filme, e já se percebe isso logo na primeira seqüência. Me senti mais ou menos como em A History of Violence, q tb é, formalmente e pela temática, outro filme "de homem" e "das antigas", assim puxando dos anos 70. Fiquei contente por ele ter arrastado o Paul Dano do The Ballad of Jack and Rose, porque o rapaz mostrou serviço.
E por falar em atores promisores, uma lágrima pelo Heath Ledger. ... espero que tenha sido acidente, erro de cálculo, burrice, pois ele era muito talentoso. É puramente por conta dele que vou fingir que Batman Begins não me faz subir pelas paredes de tanta incoerência, e assistir o Dark Knight.
Pra finalizar, transcrevo esse poema do J. L. Borges que está num papel na minha escrivaninha desde que tentei encaixá-lo no meu tcc (sem sucesso, achei um tanto melancólico pra abertura):
Mis Libros
Mis libros (que no saben que yo existo)
son tan parte de mí como este rostro
de sienes grises y de grises ojos
que vanamente busco en los cristales
y que recorro con la mano cóncava.
No sin alguna lógica amargura
pienso que las palabras esenciales
que me expresan están en esas hojas
que no saben quién soy, no en las que he escrito.
Mejor así. Las voces de los muertos
me dirán para siempre.
(in Obra poética, 2. Buenos Aires, Edición Emecé Editores: 1977.)

Andei pensando bastante em colocar um del.icio.us linkroll aqui no adoroamarelo, mas daí acho q postaria bem (ainda!) menos... e perderia os SQUEEEES q acompanham os links bacanas =)
Como, por exemplo, essa escada fabulosa, Créditos de abertura de Star Wars IV: Uma Nova Esperança pseudo-feitos por Saul Bass, e Garfield Minus Garfield: "Who would have guessed that when you remove Garfield from the Garfield comic strips, the result is an even better comic about schizophrenia, bipolar disorder, and the empty desperation of modern life?".
Além disso, alguns novos itens pra listinha do quero-muito-isso, com estrelinhas de classificação:
*** torradeira pirata - ay, você leu certo!
**** All Stars com bordados gregos (...que foi? Eu faço letras!)
***** Produtos baseados em Star Wars que não foram para a frente, infelizmente. ...eu bem que queria umas pantufas de bantha. Mas quem sabe não consigo trocar uma pilha de dinheiro por alguma coisa inútil e preciosa na exposição?
Onde encontrei quase toda essa maluquice? No maravilhoso not.cot. Pra quem gosta de cozinhar, ele tem um irmão culinário, o tastespotting, com o qual andei fazendo planos.
Que mais, que mais... bom, tenho aproveitado bastante essa fofice:
E também o trabalho solo da Kimya Dawson, que ajuda a compor a moderneza hip de Juno. Gostei bastante do filme! Aliás, esta temporada está excelente, e olha que ainda não consegui assistir My Blueberry Nights e nem I'm Not There. Massss, Sweeney Todd foi diferente do que eu esperava - quer dizer, teve o visual característico do Tim Burton, mas a parte musical, talvez pela ausência do Danny Elfman e por o filme ser baseado num musical que já existia, tomou um caminho muito diferente do que ele já fez. É mais dramático, mais enfático, menos cabaret e mais gore, ou seja, ♥♥♥ E só não considerei errado o Depp não ganhar a tal da estatueta dourada porque foi merecidíssima pelo Daniel Day-Lewis, não só pelo conjunto da carreira mas pelo trabalho absolutamente excepcional que ele fez em There Will Be Blood. O homem é o filme, e já se percebe isso logo na primeira seqüência. Me senti mais ou menos como em A History of Violence, q tb é, formalmente e pela temática, outro filme "de homem" e "das antigas", assim puxando dos anos 70. Fiquei contente por ele ter arrastado o Paul Dano do The Ballad of Jack and Rose, porque o rapaz mostrou serviço.
E por falar em atores promisores, uma lágrima pelo Heath Ledger. ... espero que tenha sido acidente, erro de cálculo, burrice, pois ele era muito talentoso. É puramente por conta dele que vou fingir que Batman Begins não me faz subir pelas paredes de tanta incoerência, e assistir o Dark Knight.
Pra finalizar, transcrevo esse poema do J. L. Borges que está num papel na minha escrivaninha desde que tentei encaixá-lo no meu tcc (sem sucesso, achei um tanto melancólico pra abertura):
Mis Libros
Mis libros (que no saben que yo existo)
son tan parte de mí como este rostro
de sienes grises y de grises ojos
que vanamente busco en los cristales
y que recorro con la mano cóncava.
No sin alguna lógica amargura
pienso que las palabras esenciales
que me expresan están en esas hojas
que no saben quién soy, no en las que he escrito.
Mejor así. Las voces de los muertos
me dirán para siempre.
(in Obra poética, 2. Buenos Aires, Edición Emecé Editores: 1977.)
Domingo, 10 de Fevereiro de 2008
Don't ever change
Lembra do meu entusiasmo com o episódio 4x10 de House M. D.? Pois é fichinha perto do 4x12, Don't ever change. Parece que a temporada finalmente engrenou: temos casos interessantes, e coisas surpreendentes e emocionantes estão acontecendo com as personagens, principalmente dois dos meus favoritos: House e Wilson.
Acho que não é segredo pra ninguém que eu sou de opinião que eles deveriam se casar de uma vez. Há uma semana atrás eu precisaria escrever um pouquinho pra puxar do seriado as razões e momentos que me fizeram pensar assim, mas aí aconteceu 4x12 em que tanto o próprio House quanto o Wilson fazem isso! Olha: (pululando de spoilers, hein!)
Fiquei bem feliz :]
Curioso/a? Assiste a compilação do que levou o Wilson a essas conclusões.
E esse "o/a" acima me lembrou a mais nova estrela da lista de coisinhas que me deixam >.< : a mania de escrever pessoALL em e-mails endereçados a listas com muitas pessoas. ...Cruzes. Com mil milhões de camelos caolhos*, que saudação mais estúpida. Ok, chega de rancor gratuito. Ainda estou muito ♥ com Don't ever change pra me aborrecer com merreca. E também porque hoje vi no jornal que foi lançada o segundo volume do Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha, na edição primorosa e bilingüe da Editora 34, de tradução impecável do Sérgio Molina e ilustrações do Gustave Doré. Clica no link, te garanto que vale a pena. O volume 1 tem sido meu xodó há tempos, agora já sei pra onde vai meu rico dinheirinho do Natal. Não podia ter melhor destino. :]
* já vou me preparando pra 19 de setembro.
Acho que não é segredo pra ninguém que eu sou de opinião que eles deveriam se casar de uma vez. Há uma semana atrás eu precisaria escrever um pouquinho pra puxar do seriado as razões e momentos que me fizeram pensar assim, mas aí aconteceu 4x12 em que tanto o próprio House quanto o Wilson fazem isso! Olha: (pululando de spoilers, hein!)
Fiquei bem feliz :]
Curioso/a? Assiste a compilação do que levou o Wilson a essas conclusões.
E esse "o/a" acima me lembrou a mais nova estrela da lista de coisinhas que me deixam >.< : a mania de escrever pessoALL em e-mails endereçados a listas com muitas pessoas. ...Cruzes. Com mil milhões de camelos caolhos*, que saudação mais estúpida. Ok, chega de rancor gratuito. Ainda estou muito ♥ com Don't ever change pra me aborrecer com merreca. E também porque hoje vi no jornal que foi lançada o segundo volume do Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha, na edição primorosa e bilingüe da Editora 34, de tradução impecável do Sérgio Molina e ilustrações do Gustave Doré. Clica no link, te garanto que vale a pena. O volume 1 tem sido meu xodó há tempos, agora já sei pra onde vai meu rico dinheirinho do Natal. Não podia ter melhor destino. :]
* já vou me preparando pra 19 de setembro.
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